Procurar terapia leva tempo. Muitas vezes a pessoa pesquisa por semanas antes de mandar a primeira mensagem, e lê com atenção tudo o que encontra. O site é onde ela descobre quem você é, como trabalha e se sente segura para dar o primeiro passo. É também onde as regras da profissão pesam mais.
A decisão começa bem antes da primeira mensagem
Quem procura um psicólogo costuma passar por vários caminhos antes de escolher:
- Pela indicação, recebe um nome e confere no Google antes de escrever.
- Nas plataformas de agendamento, encontra uma lista, com foto e valor, ao lado de dezenas de outros profissionais.
- No Instagram, vê o conteúdo, mas continua sem saber o básico: atende online, qual a abordagem, atende adolescentes.
- No site, encontra tudo isso organizado, com calma, no ritmo de quem ainda está decidindo.
O que o site precisa ter
- Quem é você: nome completo, a palavra psicóloga ou psicólogo, o CRP e o número de inscrição, a formação e a trajetória.
- A abordagem, sem jargão: o que ela é e como é uma sessão na prática.
- Para quem: crianças, adolescentes, adultos, casais, e as demandas que você acompanha.
- Como funciona: duração e frequência das sessões, presencial ou online, como marcar o primeiro horário.
- Onde atende: endereço, mapa, acessibilidade do consultório.
- Fotos do consultório. Conhecer o ambiente antes diminui a ansiedade da primeira sessão.
- Contato discreto, com WhatsApp e um formulário que pede o mínimo.
O que o Código de Ética diz sobre publicidade
A publicidade de serviços psicológicos é tratada no artigo 20 do Código de Ética Profissional do Psicólogo (Resolução CFP nº 10/2005) e nos artigos 53 a 58 da Resolução CFP nº 3/2007. Vale para site, anúncio e rede social, de quem atende sozinho ou de uma clínica.
O que precisa constar
- O nome completo, a palavra psicóloga ou psicólogo, a sigla do Conselho Regional e o número de inscrição.
- Só títulos e qualificações que você tenha. Segundo a cartilha de publicidade do CRP de Minas Gerais, "Dr." e "Dra." são para quem tem doutorado.
- Só técnicas e práticas reconhecidas ou regulamentadas pela profissão.
- No caso de clínica, o nome da empresa e o número de inscrição dela no CRP.
O que é vedado
- Usar o preço do serviço como forma de propaganda. Para o CRP-MG, isso inclui "primeira sessão grátis", descontos, promoções e pacotes.
- Fazer previsão taxativa de resultados.
- Fazer autopromoção em detrimento de outros profissionais.
- Fazer divulgação sensacionalista.
- Usar diagnóstico, análise de caso ou orientação que, de alguma forma, identifiquem a pessoa atendida.
Na prática, o site que respeita essas regras é informativo, acolhedor e não promete nada. É exatamente o que quem está procurando ajuda quer encontrar.
Este é um resumo para orientar o projeto do site. Ele não substitui a leitura do Código de Ética e das resoluções do CFP nem a orientação do CRP do seu estado.
Atendimento online: o que a Resolução CFP nº 9/2024 pede
O atendimento por meios digitais é regulamentado pela Resolução CFP nº 9/2024, que revogou a Resolução nº 11/2018. Com ela, o cadastro prévio na plataforma e-Psi, exigido pela regra anterior, deixou de ser obrigatório. Três pontos conversam direto com o site:
- Sigilo das ferramentas. A psicóloga avalia se a plataforma garante confidencialidade e privacidade, e informa ao paciente quais recursos garantem o sigilo. Explicar no site qual ferramenta é usada já adianta essa conversa.
- Contrato. Escrito ou verbal, ele precisa trazer, entre outros pontos, os recursos tecnológicos usados.
- Situações de urgência. A resolução pede que existam meios de atender ou direcionar urgências e emergências, e lista casos, como risco à vida ou violência, em que o atendimento presencial ou o encaminhamento à rede deve ser considerado. O site pode deixar claro que o atendimento online não é um serviço de emergência e mostrar o CVV (188) e o SAMU (192).
O sigilo começa no formulário de contato
Para a LGPD, dado referente à saúde é dado pessoal sensível. E a pessoa que escreve para um psicólogo, muitas vezes, conta mais do que deveria logo na primeira mensagem. O site pode protegê-la:
- O formulário pede só nome, forma de contato e preferência de horário. Nada de campo obrigatório para "contar o que está sentindo".
- Tudo trafega com conexão segura (HTTPS), e as mensagens chegam só para quem atende.
- Ferramentas de anúncio e de medição configuradas para não registrar o que a pessoa digita.
- A política de privacidade explica, em português claro, o que é guardado e por quanto tempo.
- O site recebe o primeiro contato. Prontuário e registros do atendimento ficam fora dele.
Ferramentas modernas que já dá para colocar no ar
A inteligência artificial não faz acolhimento nem avaliação, que são trabalho da psicóloga. Ela cuida da parte administrativa, que hoje toma o tempo entre uma sessão e outra:
- Agendamento online do primeiro horário. A pessoa vê os horários livres e marca sem precisar ligar, o que ajuda quem tem dificuldade de dar o primeiro passo por telefone. Os lembretes saem sozinhos.
- Primeiro contato organizado. Um assistente pergunta só o necessário para a primeira conversa: se a sessão é para a própria pessoa ou para um filho, presencial ou online, melhor horário. Não faz perguntas clínicas e, se a pessoa mencionar uma situação de crise, mostra na hora os contatos do CVV e do SAMU.
- Sessão online sem atrito. O link da sessão e as orientações, como buscar um lugar reservado e usar fone, chegam automaticamente antes de cada horário.
- Pagamento e lembretes automáticos. Pix ou cartão, com aviso de vencimento, sem você precisar cobrar ninguém.
- Conteúdo com apoio de IA e revisão sua. Você grava um áudio sobre um tema, a IA transcreve e organiza, e você revisa e assina, com o cuidado de manter o texto fundamentado na ciência psicológica.
- Site preparado para as buscas e para as respostas de IA. Dados estruturados com nome, CRP, abordagem, cidade e atendimento online, além de perguntas e respostas. É o que ajuda o Google, o ChatGPT e o Gemini a entender quem você atende e onde.
- Medição que respeita o visitante. Saber quais páginas trazem contato, sem rastrear o que cada pessoa escreve.
Os erros mais comuns
- Esquecer o número do CRP no site.
- Anunciar primeira sessão gratuita, desconto ou pacote.
- Prometer resultado, como "supere a ansiedade em poucas sessões".
- Publicar depoimentos de pacientes.
- Pedir que a pessoa descreva o problema logo no formulário de contato.
- Escrever no jargão da abordagem, para colegas, e não para quem procura ajuda.
- Usar imagens de banco com pessoas em sofrimento, que assustam em vez de acolher.
- Misturar, no mesmo site, a psicologia com práticas que não são da profissão.
Perguntas frequentes
Psicólogo pode ter site e anunciar no Google?
Pode. O Conselho não restringe os meios de divulgação. O que muda são as regras do conteúdo: identificação com nome e CRP, nada de preço como propaganda, nada de previsão de resultado e nada que exponha quem foi atendido.
Posso colocar o valor da sessão no site?
A orientação do CRP-MG é combinar o valor de forma reservada, antes de começar, e não usá-lo como propaganda. Quando o atendimento é contratado direto pelo site, como em plataformas de terapia online, o valor deve aparecer, pelo Código de Defesa do Consumidor, mas sem destaque.
Ainda preciso do cadastro no e-Psi para atender online?
Não. A Resolução CFP nº 9/2024 revogou a Resolução nº 11/2018, que exigia o cadastro. Hoje vale a inscrição ativa no CRP, seguindo as regras da nova resolução sobre sigilo, contrato e situações de urgência.
Posso publicar depoimentos de pacientes?
O Código de Ética proíbe expor qualquer material que identifique a pessoa atendida. Mesmo com autorização e identidade preservada, o CRP-MG não recomenda depoimentos usados para promover o profissional.
Vamos conversar
A UPCOM desenha sites sob medida e já trabalha com inteligência artificial no desenvolvimento. Para conversar sobre o site do seu consultório ou da sua clínica, chame a gente no WhatsApp.
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